Finalmente. Depois de anos a fio num cativeiro ilegal, julgamentos falseados e violações declaradas dos Direitos Humanos, a nova administração americana quer encerrar a base de Guantánamo, em Cuba, onde manteve, sujeitos a práticas medievais, cidadãos de várias nacionalidades, na sua maioria oriundos de países árabes. Por lá, passaram todo o tipo de pessoas, desde menores até nonagenários, sob o pretexto de uma guerra contra o terrorismo cujos meios utilizados foram dignos dos regimes repressivos que os EUA supostamente queriam combater. Segundo Cheney e Bush, "eram os piores dos piores" e "tinham sido todos capturados em palco de guerra". O que um nonagenário faz num teatro de guerra, gostava eu de saber. E de acreditar, talvez.
Porém, parece que vai acabar. E encerrada a base, resta saber o que vai acontecer aos prisioneiros. E, pasme-se, alguns já foram considerados inocentes, mas continuam detidos. Convenção de Genebra, Declaração Universal dos Direitos do Homem, tudo isso são...pormenores, para uma administração que já assumiu que as Nações Unidas não podem fazer nada sem o apoio dos EUA. Mas então, qual será o destino dos prisioneiros? Portugal. Resposta óbvia, claro.
Ironias à parte, penso que esta atitude do Governo português revela grande coragem, embora seja importante que não nos precipitemos a aceitar condições impostas pelos americanos. Tal como os alemães tencionam fazer relativamente à "recolha" dos prisioneiros, devemos ser nós a estabelecer as condições.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
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