sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Continuando o texto iniciado há dias...

Mesmo aceitando que a Política é uma actividade raramente - nunca - transparente e clara, como utopicamente deveria ser sempre, a verdade é que, pelo menos, teoricamente, o Estado somos Nós, como já disse anteriormente. Somos nós, o eleitorado, que escolhemos quem nos representa. E qualquer cidadão com mais de 18 anos pode candidatar-se a cargos públicos.

Não obstante tudo isso, é importante não esquecer que os nossos actuais representantes no poder executivo não inspiram confiança para ultrapassar momentos mais difíceis como os que vivemos actualmente.

A classe política actual apresenta-se-nos...ociosa. Preguiçosa. Apesar de todos nós podermos mudar os nossos representantes, a verdade é que não temos grande alternativas.

Hoje em dia, e provavelmente desde sempre, a política e os políticos precisam de ser mais assertivos. A distância entre o eleitorado e os políticos é enorme.

De facto, os políticos precisam de se aproximar do povo. Saber as suas opiniões e procurar respostas pragmáticas. Eficazes. Nem que se sacrifice ideologias.

Na minha opinião, há obviamente propostas que atravessam - ou deviam - qualquer ideologia. Há medidas que deviam ser transversais a teorias. A crise com que nos deparamos leva a que as medidas a tomar vão desde o maior controle do Estado, originalmente de esquerda até a redução de impostos, medida apoiada pelo liberalismo económico.

Do mesmo modo, este texto não nem de esquerda nem de direita. Pretende apenas expor a neccessidade de uma reflexão sobre estas problemáticas e a urgência em apontar propostas e soluções."Apartidárias", "aideológicas" ou até "apolíticas". Apenas propostas e soluções eficazes.

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Ponto de Situação

Não é novidade para ninguém ouvir - ou protagonizar - queixumes contínuos relativos à política e sobretudo aos políticos. "Só querem poleiro!", "Andam sempre na roubalheira, são uns aldrabões", etc.
Decerto os políticos terão uma grande - a maior - responsabilidade por tais afirmações e pelo que estas reflectem na posição dos cidadãos em relação à política.
No entanto - e porque nada é exclusivamente culpa de apenas uma das partes -, é preciso nunca esquecer que, desde o 25 de Abril, o Estado somos Nós. Somos nós, o eleitorado, a população, que elegemos os nossos representantes. E, no caso de nenhum candidato agradar a um eleitor, esse pode sempre ingressar na vida política e propor-se a eleições. "A Política está viciada nos Partidos Políticos?" Sem deixar de lamentar o facto de apenas os partidos poderem candidatar-se às legislativas, há sempre duas maneiras de enfrentar essa adversidade: "infiltrar-se" na "máquina" do Partido, ou criar um novo.

Enfim, chega de introdução. O objectivo deste texto/post é apresentar o meu ponto de vista acerca do teatro político actual.

Tendo em conta que, tanto pela abstenção como pela apatia revelada pela política, os eleitores não se podem queixar dos seus representantes, eu, dado que estou legalmente impedido de votar devido à minha idade, sinto-me perfeitamente à vontade para fazê-lo.

Não agora, contudo, dado já serem quase 5 da manhã. Talvez para amanhã - digo, para mais logo.

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Porque não? Até podiam fazer uns sorteios, a ver se deixam de ser a quinta força política. Aliás, aposto que aqueles comunas da CDU hão-de ter roubado uns milhares de votos ao CDS. Tudo para enganar feirantes, reformados e pensionistas. Afinal, os dois têm o mesmo discurso e simpatia em relação a esses extractos da população.

Mas até podiam fazer uns slogans, e uns tempos de antena mais capitalistas. Umas ofertas! Afinal, o que ganha o eleitorado em votar no CDS? E no PP? Pois. Devia-se dar qualquer coisa em troca.
Um submarino? Milhares de fotocópias de documentos do Ministério da Defesa? A medalha (de bom comportamento, digo eu) que Rumsfeld deu a Portas devido ao seu firme apoio à política de Bush? São só humildes sugestões da minha igualmente humilde personagem.



10 de Junho! Viva esp..Viva Portugal!

CDS-PP vai mudar designação nos boletins de voto

"O CDS-PP vai mudar a designação do partido para que apareça «mais clara» nos boletins de voto, já que a actual configuração tem suscitado dúvidas a alguns votantes, de acordo com o porta-voz democrata-cristão."


Claro, afinal de contas, há pensionistas que nem sabem ler. Para um partido sem uma ideologia clara, que mais se assemelha a um populista catch-all party, é importante identificá-lo claramente nos boletins de voto.

Sugestões aceitam-se. Eu já tenho algumas, como transformar o PP de Partido Popular, "monteirista", numa sigla ajustada ao novo Duce, digo, ao novo líder.

Saudações a quem ainda seguir este cantinho.

domingo, 5 de Abril de 2009

Enquanto TODOS os canais nacionais (generalistas e de notícias) disparam resumos da bola, decidi vir postar sobre um assunto que me faz cócegas há dias: o presidente do Sudão vs. TPI.

Por um lado, é uma decisão louvável. Já é altura dos genocidas africanos começarem a responder pelos seus actos. Falta julgar o genocídio do Ruanda (1994) e os abusos de presidentes de outros países, como o Zimbabwe, depois de já ter começado o da Libéria e do Cambodja.

Por outro lado, o timing do mandato de captura ao presidente sudanês não é o melhor e provocou a expulsão de várias ONGs do país.

Independentemente da leitura que se possa fazer, há uma conclusão inequívoca: as instituições internacionais falharam a toda a linha e não têm qualquer relevância na actualidade internacional.

Vejamos: depois de ser emitido o mandato de captura internacional, o presidente do Sudão foi a cinco países diferentes (nenhum deles signatário do Tratado de Roma): foi à Eritreia, ao Egipto, à Líbia e ao Qatar, onde participou na segunda e terça-feira numa cimeira da Liga Árabe e por fim à Arábia Saudita, onde fez uma peregrinação a Meca. 
E a cereja no topo do bolo: o enviado dos EUA à região foi propor amizade entre os dois países. 

Agora seria a altura onde escreveria uma conclusão...mas penso não ser preciso.




sexta-feira, 20 de Março de 2009

Internet censurada na Austrália

Bolas, já cá não vinha há algum tempo. Isto já estava a ganhar pó. 

Bem, desde o meu último post, claro que aconteceram coisas. Muitas coisas. A crise continuou a agravar-se, tal como o quadro vulcanológico do meu rosto. Enfim.

Mas o que me deu vontade e paciência para voltar a postar foi isto: Quase 2400 páginas da internet são censuradas pelo governo australiano. Há de tudo, desde sites de pornografia até religião, eutanásia, homossexualidade, satanismo e...dentistas. Parece que são os mais perigosos. 

Supostamente, seria para impedir as crianças de verem conteúdos pornográficos. Mas, dentistas? Operadores turísticos? 

Pessoalmente, acho que qualquer censura é evitável. Mesmo de conteúdos adultos. Quanto mais 4000 sites, alguns de dentistas e operadoras turísticas. Estranho, que numa democracia, isto aconteça. A última vez que tal ouvi foi na China ena Birmânia (Myanmar, o que lhe quiserem chamar). Mas são ditaduras. Numa democracia, é bizarro.

Pequena nota: alguém tente explicar ao sr. Albino Almeida, o omnipotente das Associações de Pais, que a criminalidade nas escolas pouco tem a ver com a crise. O pai ou o aluno que ataca uma professora, não o faz por causa da crise, mas sim por bestialidade. Se tropeçar na rua, a culpa também vai ser da crise? 

sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Sábado, 28 de Fevereiro de 2009, 21:20 (GMT-1):

RTPN: Reportagem sobre o congresso do PS e o anúncio de Vital Moreira como cabeça-de-lista às Europeias.

SICN: Reportagem sobre uma entrevista radiofónica a Manuela Ferreira Leite.

TVI24: Debate sobre a eutanásia.