segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Farewell

Bem, se este blogue já estava assim meio moribundo, agora faleceu. Agora ando a postar com mais um par de infelizes em digitalanalogico.wordpress.com. Vai ser giro, sigam, vão gostar! Até à vista, talvez ainda vá escrevendo uma ou outra idiotice aqui.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tiësto - Kaleidoscope

Talvez os menos distraídos tenham já percebido que este não é um post sobre política. É sobre música. Sobre EDM - electronic dance music. Grande viragem, bem sei. Mas a política anda demasiado sensacionalista por estes dias.

Bem, o Tiësto sempre foi dos meus DJs/Produtores preferidos. Depois de um verdadeiro álbum de trance, o In My Memory (2001), da masterpiece que foi o Just Be (2004) e da sensaboria (excepção feita a um par de faixas) do Elements Of Life (2007), volta com um Kaleidoscope. O nome poderia indicar que dada a quantidade vocalistas convidados, era de esperar alguma diversidade de estilos, talvez consoante o género em que o artista convidado melhor se insere.


Não - pelo menos na maior parte do álbum. Analisando faixa-a-faixa:

Kaleidoscope - O vocalista é o Jonsi, dos Sigur Rós, e existem influências da banda, ou pelo menos do vocalista, óbvias em toda a faixa. O tipo de registo vocal, arrastado, a melodia, ...
É das melhores faixas do álbum e das melhores do Tiësto talvez desde a Somewhere Inside. Um opus de 8 minutos, em que 5 são um puro bliss e os últimos três um electro-trancey decente. Muito, muito bom. 9,5/10

Next.

Escape Me (feat. CC Shefield) - Meh. A faixa é gira, mas é tão catchy quanto vulgar. Apesar do timbre da CC Shefield ser interessante, a melodia, os riffs de electro são medianos e nada inovadores. 5.5/10

You Are My Diamond (feat. Kianna) - NÃÃO! O próprio Tiësto já admitiu que se o álbum fosse lançado agora e não em Outubro, tinha retirado esta faixa e a I Will Be Here (curiosamente, o primeiro single). Esta You Are My Diamond é uma desilusão. Note-se, não é o apocalipse, a Kianna dos Tiny and the Wall não desafina (embora lance uns berros a cantar "I'm with you everydaaaay, so everydaaaay I shine so bright" - este verso já ilustra a pobreza lírica desta faixa, btw.) mas quem já produziu álbuns como Just Be devia ser açoitado em público depois de lançar uma faixa destas. 4/10

I Will Be Here (feat. Sneaky Sound System) - Os próximas artistas convidados são australianos. Bem, não sei porque é que o Tiësto queria excluir agora esta faixa. É um "power-electro" mediano. Ok, os synths do refrão são de qualidade duvidosa, e a faixa em si parece mais preocupada em ser radio-friendly, com os breakdowns a atropelarem os build-ups e vice-versa. (Breakdown - parte sem batida; build-up - introdução de elementos, rítmicos ou não, que de algum modo preparem o ouvinte para o reaparecimento da batida). À parte disso, acho que há uma harmonia bem conseguida entre a letra e a música - especialmente no refrão, a melodia consegue transmitir o mesmo sentimento da letra. 6/10

I Am Strong (feat. Priscilla Ahn) - Está no meu Top 5 deste álbum, no que toca aos vocais. A voz da Priscilla Ahn é perfeita, e o início capta imediatamente a atenção. Só é pena o break com aquele synth não ter maior duração, para salientar mais a voz. De resto, nada a acrescentar. 8/10

Here On Earth (feat. Cary Brothers) - Não sendo inesquecível, nem por isso deixa de ser bem conseguida e com alguns efeitos originais que adicionam interesse à faixa (aquilo no início é um despertador?). É um vocal prog-house que deveria influenciar mais os produtores deste género. 7/10

Always Near - É um excelente outro para a Here On Earth. Tanto a versão do álbum como a versão mais longa são sublimes. Óptimo instrumental e exploração do tema. 7,5/10

It's Not The Things You Say (feat. Keke Okerlele, dos Bloc Party) - A faixa tem muita influência blocparty-iana. (Aqueles pianos!) É uma faixa de breaks, um bom uso da voz do vocalista dos Bloc Party, sem nada de mais a acrescentar. 8/10

Fresh Fruit - Começa com a apresentação do tema. Adiciona-se um esquema de batida. E outro. E uns efeitos. Bem, a melodia é interessante, mas esta faixa assemelha-se demasiado com um how-to para produzir EDM. Segue exactamente o mesmo esquema (se bem que esta bem mais trabalhada) de uma faixa pouco conhecida do Tiësto, de 1998, sob a alias Roze, Our Love. 7/10

Century (feat. Calvin Harris) - Fácil e vulgar. Ok, tem partes interessantes, fica no ouvido, o Calvin Harris não fica fora do contexto...mas não há faísca nenhuma na faixa. 6,5/10

Feel It In My Bones (feat. Tegan and Sara) - Agora sim. O vocal é delicioso, o início é muito bom...Isto aqui vale a pena. Liga tudo na perfeição. 9/10

Who Wants To Be Alone (feat. Nelly Furtado) - O início é demasiado influenciado pelo Lady Gaga, o que provoca logo uma desilusão numa faixa em que a vocalista convidada é a Nelly Furtado. Aliás, aqui o melhor da faixa é a voz, o instrumental é vulgar. Seria uma faixa medíocre se aquele devaneio "I'm out of my head.." não fosse algo com conteúdo. 6/10

LA Ride - É audível...tem até alguma qualidade. Mas não há nada que a faça ficar na memória, com a excepção da repetição incessante da guitarra. 6/10

Bend It Like You Don't Care - Isto é...não sei bem, techno? É mais rápido e agressivo que house, mas não tem praticamente nenhum elemento para que possa ser considerar tech-trance. Seja como for, é uma faixa original, que chama a atenção. Certamente resulta bem em qualquer dancefloor. 7/10

Knock You Out (feat. Emily Haines) - Esta faixa junta (quase) tudo. É energética, o vocal imprime ritmo e está muito bem conseguido, tem uma melodia rica. Isto é o que uma faixa vocal com o objectivo de chamar as atenções num set devia ser, e não um "When Love Takes Over" qualquer. Talvez a avaliação que vou atribuir a esta faixa seja influenciada pelo facto de eu achar esta faixa quase perfeita, pelo que acho um 8,5/10 bastante razoável.

Louder Than Boom - Um instrumental bastante original, com o breakdown a incorporar uns sons que fazem lembrar as consolas da Atari. Uma boa aproximação a um electro/tech-house. 7,5/10

And finally...

Surrounded By Light - Um outro adequado depois de 16 faixas. Acho que deve resultar bem ao nascer do sol, naqueles momentos todos Zen e tal. Acho que a faixa está bem trabalhada. 8/10



Ainda uma pequena nota sobre as faixas bónus:

Organised Chaos - a irmã pobre da Louder Than Boom. Um nada desinspirada, vulgar. 6/10

Bad Behaviour (feat. Dizzie Rascal) - Quando o Tiësto decide gravar os seus problemas de flatulência e o Dizzie Rascal julga-se inspirado, o resultado é...Bad Behaviour. Don't try this at home.




Conclusão: o álbum é uma desilusão. Não por o Tiësto ter mudado de estilo (o pouco que resta de trance aqui foi reduzido à velocidade de muitas das faixas e algumas características melódicas), mas pela curta duração das faixas, muitas delas tornando o álbum mediano, claramente produzido com o intuito do Tiësto ter alguma visibilidade no mercado americano, sobretudo através da vertente indie (Emily Haines - vocalista dos Metric, Bloc Party e outros). Alguns dos produtores do álbum foram o Danja, protegido do Timbaland, Marcella Araica, alguns produtores de popstars como a Britney.

Avaliação final: 6,5/10. Meh.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Back in the biz

A ver se venho aqui mais vezes no futuro, já perdi o jeito.

E qual é o sensacionalismo político que eu venho cá comentar, qual é? Berlusconi, claro. Bem, já vai atrasado e de certeza não há nada de útil a acrescentar. Mas são onze e meia numa sexta-feira em que não vou fazer nada de útil e parecendo que não, isso chateia.




Portanto,



O Berlusconi levou com uma estátua, atirada por um louco.

É condenável?

Claro.




Mas alguém consegue evitar, por mais que tente esconder, um sorrisinho, mesmo que não o mostre, do tipo "Toma lá que já almoçaste"?

Eu não.




É inaceitável e degradante atacar um chefe de Governo daquela maneira?

Claro.




É aceitável que o governo italiano afirme que vai "varrer" da net todos os blogs que manifestem o seu apoio ao agressor, um lunático de primeira?

Não.




E se eu tivesse paciência fazia uma dissertação sobre o estado da política actual, mas isso já está exposto nos dois posts abaixo.





Já perdi o jeito a isto.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Continuando o texto iniciado há dias...

Mesmo aceitando que a Política é uma actividade raramente - nunca - transparente e clara, como utopicamente deveria ser sempre, a verdade é que, pelo menos, teoricamente, o Estado somos Nós, como já disse anteriormente. Somos nós, o eleitorado, que escolhemos quem nos representa. E qualquer cidadão com mais de 18 anos pode candidatar-se a cargos públicos.

Não obstante tudo isso, é importante não esquecer que os nossos actuais representantes no poder executivo não inspiram confiança para ultrapassar momentos mais difíceis como os que vivemos actualmente.

A classe política actual apresenta-se-nos...ociosa. Preguiçosa. Apesar de todos nós podermos mudar os nossos representantes, a verdade é que não temos grande alternativas.

Hoje em dia, e provavelmente desde sempre, a política e os políticos precisam de ser mais assertivos. A distância entre o eleitorado e os políticos é enorme.

De facto, os políticos precisam de se aproximar do povo. Saber as suas opiniões e procurar respostas pragmáticas. Eficazes. Nem que se sacrifice ideologias.

Na minha opinião, há obviamente propostas que atravessam - ou deviam - qualquer ideologia. Há medidas que deviam ser transversais a teorias. A crise com que nos deparamos leva a que as medidas a tomar vão desde o maior controle do Estado, originalmente de esquerda até a redução de impostos, medida apoiada pelo liberalismo económico.

Do mesmo modo, este texto não nem de esquerda nem de direita. Pretende apenas expor a neccessidade de uma reflexão sobre estas problemáticas e a urgência em apontar propostas e soluções."Apartidárias", "aideológicas" ou até "apolíticas". Apenas propostas e soluções eficazes.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ponto de Situação

Não é novidade para ninguém ouvir - ou protagonizar - queixumes contínuos relativos à política e sobretudo aos políticos. "Só querem poleiro!", "Andam sempre na roubalheira, são uns aldrabões", etc.
Decerto os políticos terão uma grande - a maior - responsabilidade por tais afirmações e pelo que estas reflectem na posição dos cidadãos em relação à política.
No entanto - e porque nada é exclusivamente culpa de apenas uma das partes -, é preciso nunca esquecer que, desde o 25 de Abril, o Estado somos Nós. Somos nós, o eleitorado, a população, que elegemos os nossos representantes. E, no caso de nenhum candidato agradar a um eleitor, esse pode sempre ingressar na vida política e propor-se a eleições. "A Política está viciada nos Partidos Políticos?" Sem deixar de lamentar o facto de apenas os partidos poderem candidatar-se às legislativas, há sempre duas maneiras de enfrentar essa adversidade: "infiltrar-se" na "máquina" do Partido, ou criar um novo.

Enfim, chega de introdução. O objectivo deste texto/post é apresentar o meu ponto de vista acerca do teatro político actual.

Tendo em conta que, tanto pela abstenção como pela apatia revelada pela política, os eleitores não se podem queixar dos seus representantes, eu, dado que estou legalmente impedido de votar devido à minha idade, sinto-me perfeitamente à vontade para fazê-lo.

Não agora, contudo, dado já serem quase 5 da manhã. Talvez para amanhã - digo, para mais logo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Porque não? Até podiam fazer uns sorteios, a ver se deixam de ser a quinta força política. Aliás, aposto que aqueles comunas da CDU hão-de ter roubado uns milhares de votos ao CDS. Tudo para enganar feirantes, reformados e pensionistas. Afinal, os dois têm o mesmo discurso e simpatia em relação a esses extractos da população.

Mas até podiam fazer uns slogans, e uns tempos de antena mais capitalistas. Umas ofertas! Afinal, o que ganha o eleitorado em votar no CDS? E no PP? Pois. Devia-se dar qualquer coisa em troca.
Um submarino? Milhares de fotocópias de documentos do Ministério da Defesa? A medalha (de bom comportamento, digo eu) que Rumsfeld deu a Portas devido ao seu firme apoio à política de Bush? São só humildes sugestões da minha igualmente humilde personagem.



10 de Junho! Viva esp..Viva Portugal!

CDS-PP vai mudar designação nos boletins de voto

"O CDS-PP vai mudar a designação do partido para que apareça «mais clara» nos boletins de voto, já que a actual configuração tem suscitado dúvidas a alguns votantes, de acordo com o porta-voz democrata-cristão."


Claro, afinal de contas, há pensionistas que nem sabem ler. Para um partido sem uma ideologia clara, que mais se assemelha a um populista catch-all party, é importante identificá-lo claramente nos boletins de voto.

Sugestões aceitam-se. Eu já tenho algumas, como transformar o PP de Partido Popular, "monteirista", numa sigla ajustada ao novo Duce, digo, ao novo líder.

Saudações a quem ainda seguir este cantinho.