Por um lado, é uma decisão louvável. Já é altura dos genocidas africanos começarem a responder pelos seus actos. Falta julgar o genocídio do Ruanda (1994) e os abusos de presidentes de outros países, como o Zimbabwe, depois de já ter começado o da Libéria e do Cambodja.
Por outro lado, o timing do mandato de captura ao presidente sudanês não é o melhor e provocou a expulsão de várias ONGs do país.
Independentemente da leitura que se possa fazer, há uma conclusão inequívoca: as instituições internacionais falharam a toda a linha e não têm qualquer relevância na actualidade internacional.
Vejamos: depois de ser emitido o mandato de captura internacional, o presidente do Sudão foi a cinco países diferentes (nenhum deles signatário do Tratado de Roma): foi à Eritreia, ao Egipto, à Líbia e ao Qatar, onde participou na segunda e terça-feira numa cimeira da Liga Árabe e por fim à Arábia Saudita, onde fez uma peregrinação a Meca.
E a cereja no topo do bolo: o enviado dos EUA à região foi propor amizade entre os dois países.
Agora seria a altura onde escreveria uma conclusão...mas penso não ser preciso.
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