Como a Comunicação Social não se cansou de repetir, o Zimbabwe era, há uns anos, o celeiro de África, com altas produções de cereais, fazendo-o um país importante da África Austral e de todo o continente.
No entanto, as políticas nacionalistas de Mugabe tornaram um país próspero numa economia decadente, com uma inflação...inimaginável nem é suficiente para descrever o caos em que se tornou o Zimbabwe. Recentemente, um surto de cólera, agravado pelo não-tratamento da água devido à falta de dinheiro do Estado transformou uma situação má numa catástrofe.
A hiperinflação, a crise alimentar, todos os N problemas que assolam o Zimbabwe são (maioritariamente) culpa de Robert Mugabe. O outrora herói nacional converteu-se num fardo insustenvável para o seu povo. A reforma agrária, iniciada em 2000 (penso, e não tenho paciência de pesquisar), tirou terras aos agricultores brancos para dar aos negros que tinham sofrido com a guerra da independência (se não foram as palavras exactas do sr. Mugabe, penso que era este o sentido). Pois bem, não acho correcto. Não se deve expropriar a propriedade de ninguém, muito menos por motivos raciais. Mas se as terras ainda fossem para distribuir ao povo...Acontece que não foi. Mugabe distribuiu milhares de hectares de terra pela sua pequena cúpula, mostrando até que ponto a corrupção está tão incrustrada no Zimbabwe (e em boa parte de África). O governador do Banco Central do Zimbabwe, Gideon Gono, está a construir, no meio de toda a pobreza envolvente e com o o surto de cólera a crescer incontrolavelmente, uma soberba mansão, inspirada na luxuosa propriedade de...Mugabe, quem mais? (talvez um general ou outro zimbabueano...) E a obra vai avançada, parece que já tem 40 e tal suites...só lhes falta comprarem uma mansão em LA, darem um saltinho a Vegas aos fins-de-semana...mas isso há de ser quando a população morrer toda (de cólera, de fome...é à escolha). O que resta dela.
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